A demora na entrega de casas populares construídas pela Prefeitura de Araputanga, em parceria com o Governo de Mato Grosso, levou duas famílias contempladas pelo programa habitacional a ocuparem as unidades na noite de quarta-feira (30). A ação ocorreu após quase três anos de espera e terminou com as duas mulheres conduzidas à delegacia por policiais militares.
Em entrevista ao site AraputangaNews, as beneficiárias relataram que receberam sucessivas promessas de entrega dos imóveis, com diferentes prazos anunciados ao longo dos últimos meses. Sem condições de continuar pagando aluguel e diante da falta de uma definição, decidiram entrar nas casas.
" A gente mora de aluguel, trabalha e ganha muito pouco. Eu, como mãe, estava desesperada. Foi um desespero de duas mães. Ou eu pago aluguel ou eu como", justificou uma das mulheres.
A situação financeira, segundo os relatos, tornou-se cada vez mais difícil diante dos gastos com moradia, energia elétrica e outras despesas básicas. Uma das beneficiárias afirmou que paga R$ 500 de aluguel, além de aproximadamente R$ 200 a R$ 300 de energia elétrica. Mãe de quatro filhos, três deles morando atualmente com ela, disse que não consegue mais esperar sem uma previsão concreta.
"Eu sou sozinha, tenho quatro filhos e não tenho condições de ficar só na promessa", declarou.
As mulheres também relataram problemas nas residências alugadas onde vivem atualmente. Em um dos casos, a casa estaria sem portas em condições adequadas, enquanto o proprietário aguardaria a saída da família para realizar reformas.
Prefeito atribui atraso à execução da obra
O prefeito Enílson Rios esteve no local e lamentou a situação. Segundo ele, a administração municipal tem realizado reuniões para tentar viabilizar a conclusão das obras, envolvendo as empresas responsáveis pelo fornecimento de materiais e pela mão de obra.
"Só essa semana foram várias reuniões, internamente com a empresa que fornece os materiais e com a empresa que fornece o serviço de mão de obra para a gente poder finalizar", afirmou.
O prefeito também declarou que a responsabilidade pelos critérios de entrega das unidades é do Governo do Estado, enquanto o município teria cumprido os procedimentos estabelecidos. "Não somos nós que regulamentamos como serão entregues essas casas, foi o Governo do Estado, nós apenas cumprimos o protocolo", disse.
Enílson Rios ainda alertou que as famílias que ocuparam os imóveis podem perder o direito às unidades habitacionais, embora tenham sido contempladas pelo programa.
O episódio expõe o conflito entre a expectativa das famílias beneficiárias, que aguardam há anos pela moradia, e a falta de uma definição sobre a conclusão e a entrega das casas. Para as mulheres, a espera deixou de ser apenas uma questão de prazo e passou a representar uma dificuldade imediata para garantir o sustento e a moradia dos filhos.
Às margens da rodovia
Outra família, que enfrenta dificuldades financeiras e não tem condições de pagar aluguel, foi obrigada a construir um casebre às margens da MT-175, na saída de Araputanga em direção a São José dos Quatro Marcos.
Em perímetros urbanos, a distância mínima para construções às margens de rodovias é de 15 metros, a partir da faixa de domínio. No entanto, os municípios podem reduzir esse limite para até 5 metros, desde que haja previsão em lei municipal ou no plano diretor.
Murilo foi diagnosticado com paralisia cerebral quadriplégica espástica e epilepsia de difícil controle. Você pode ajudar?
Dirigentes discutem paralisação e cobram período de transição para contratos de patrocínio após medida do governo federal.
Agência também realizou fiscalização em Cuiabá; ações verificam qualidade dos combustíveis, quantidade fornecida pelas bombas.
O que é Urgente, não pode esperar! Entre em nosso grupo do WhatsApp e receba alertas de notícias.